domingo, 19 de julho de 2009

Como vou consertar meu relógio?

Comecei a semana, trabalhei como um cachorro, dei banho no meu filho, dormi, comecei a terça-feira, uma oração e mais trabalho, meu chefe perguntou: "tem condições de trabalhar à noite?"; fiz plantão, beijei minha esposa e dormi. Começa a quarta, depois de orar e trabalhar, mais plantão, dirigi bastante, beijo no piá e dormi de novo; quinta e mais uma oração. Daí faço outro plantão, vejo o meu time quase perder e depois goleia, chega a sexta-feira, aniversário da mãe, como bolo feito um louco, me entupo de refrigerantes, acabou a semana. Sábado chegou, passou, não fiz um terço do que deveria, dormi com meu filho, acordei e achei que deveria colar a cabeça do boneco do meu bolo de casamento que havia quebrado. Santa Super-Bonder, Batman! Domingo passou, vi meu time chegar ao fundo do poço e meu relógio parou.
Não pedi recibo ou nota fiscal, estou sem garantia. Como vou consertá-lo?

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Que o nosso bom Deus abençôe essa semana e que não seja tão corrida assim.

domingo, 21 de junho de 2009

Sobre unos.

Este é o quarto ou quinto Uno que dirijo, se for contar com os que fiz test-drive antes de adquiri-lo. Depois de ter me livrado do Trovão Branco (ver posts anteriores), posso dizer que é um carrinho bom de dirigir... macio, leve, um pouco pequeno, mas incrivelmente espaçoso para o tamanho que possui. Vamos ver se ele continua sendo meu amigo. Ele aparece em segundo plano na foto, assim como na minha vida. Tem muita coisa mais importante do que um carro.
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Sobre cultura e garças

Não se nasce com cultura. Cultura se adquire. Naturalmente, não se compra em farmácia. Há bons livros por toda a parte, desde sebos, shoppings, bancas de jornal e até mesmo na Internet (eu odeio ler no computador, então esta última alternativa, para mim, não existe). Basta ter boa vontade de lê-los (não me diga que não tem tempo para isso, pois até eu consigo). Tem também excelentes colunistas nos jornais, desde Paulo Santana, Ruy Carlos Ostermann, Luís Fernando Veríssimo, entre tantos outros. A própria literatura brasileira oferece grandes escritores, como o próprio Érico Veríssimo, Machado de Assis, José de Alencar, Dionélio Machado... tem os contemporâneos Augusto Cury (de "O Vendedor de Sonhos", EXCELENTE livro!!), John Groogan ("Marley e Eu").

Não me considero um culto, mas também não me considero um alienado que tem preguiça de ler ou que se acomoda na posição de leitor de livros "técnicos" apenas. Nem tampouco possuo desdém sobre quem não lê, cada um, cada um. Mas ninguém nasce com cultura, ela é adquirida.

Bom, amanhã é segunda, e as garças do riacho Ipiranga continuarão lá, voando, observando, descansando...

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Quase um ano e dois meses depois...

Bom, quase um ano e dois meses depois, trago-vos boas novas! Aqui vão elas, mas não estão na ordem:
-O Davi já diz PAPAI (com direito à perfeita divisão silábica, pa-pai!!). Esse momento foi, provavelmente, um dos mais emocionantes das férias...
-O Davi já diz MAMÃE (especialmente nas madrugadas, quando ele pede o néctar do sono - também conhecido como LEITE);
-O Davi COMEÇOU A CAMINHAR sem o apoio de ninguém. Maravilhoso! Dentro da nossa grande mansão, que é visível até no Google Earth, ele caminha sem se segurar em nada. É realmente um grande homem.
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Fiquei pensando, no fim do dia de hoje, a respeito das grandes decisões. Como tomar uma grande decisão, que traga benefícios a um grande número de pessoas, nos tempos atuais? E como saber se essa decisão é realmente vontade de Deus? Então criei o personagem "A".
"A" tem uma grande idéia e resolve colocá-la em prática, mas antes, convoca "B", que tem muito mais experiência no assunto e até porque, "A" é muito colérico e não saberia nem como começar; "B" sai à cata de "C", que é mais calmo e cheio de diplomacia, e possui fino trato com o público em geral; os três reunidos resolvem convocar "D", "E" e "F" para que a decisão seja analisada em grupo e depois tudo é posto em prática.
Céus, porque não pode ser sempre assim?

Fiquem todos com Deus,
Renato.

domingo, 17 de maio de 2009

Cara, demais...

Às garças.

Hoje eu estava voltando do meu sogro, cruzando a Ipiranga, e topei com um bando de garças (posso chamar de "bando"? Qual será o coletivo apropriado?) às margens do riacho. Bicho esquisito! Quase não se pode acreditar quando voa (aparenta ser grande e pesado como uma galinha), aquele pescoço torto, e as belíssimas asas que se abrem, mostrando serem incrivelmente maiores do que eu imaginava. Havia umas vinte delas lá.
Perdoem-me a total ignorância a respeito desta espécie os biólogos e entendidos que possam estar agora pousando os olhos no blog do ano, mas permitam-me divagar um pouco e imaginar a vida das garças amanhã. Segunda-feira agitada para muitos, médicos operando, homens trabalhando com britadeiras, músicos compondo, e as garças continuarão lá. Embelezando, vestindo-se como "nem Salomão, no auge do seu reino, vestiu-se".

domingo, 10 de maio de 2009

Feliz Aniversário, Davi. Nosso filho do Céu.

Mais fotos no meu Orkut. Repito, Deus é bom!

Adeus, Trovão Branco

Lembro como se fosse hoje o dia em que dei a primeira volta com meu carro “novo”. Entrei no carro, estranhei um pouco a disposição dos retrovisores e assentos, achei ele meio descômodo, dei a partida e tentei dirigi-lo. Ladeira abaixo até que foi. Mas não estava muito afim de subir lomba não. Fui até a minúscula casa onde morávamos eu e a Diva, apresentei a máquina, tentamos dar uma volta – ela inutilmente tentou pintar as unhas no primeiro passeio, mas o carro dava tantos solavancos que isso tornou-se uma missão praticamente impossível. Era a primeira volta com o Passat ’86 a álcool, o “Trovão Branco”.
Terrivelmente mal escolhido, mas pago à vista, era um carro bem maquiado, de boa lata, boa aparência, mas que me enganou um bom bocado. É claro que no dia seguinte à compra, fui ao mecânico da revendedora que realmente colocou a coisa para funcionar. Mas à noite, uma surpresa: os faróis não ligavam...
Durante esses dois anos em que ficamos com o carro passamos por algumas situações hilariantes, tais como ter que abrir o capô do carro algumas vezes para fazê-lo “pegar” (ele NUNCA pegou sem termos que colocar um pouco de gasolina no carburador). Certa vez visitamos o nosso sogro e o carro demorou tanto para pegar que a Diva não parava de rezar...
Se o meu Passat “nervoso” falasse, ele agora estaria me xingando por eu não ter citado ainda os seus melhores momentos. Bom, é verdade, houve grandes momentos dentro daquele carro. Minha esposa aprendeu a dirigir nele, meu filho deu tantas voltas (e dormiu outras tantas vezes) na cadeirinha que ficava no banco de trás... é, sem dúvida, houve momentos memoráveis. Tenho na lembrança, também, o primeiro dia em que colocamos o Davi nele (a Diva teve que levá-lo no colo, pois ele ainda não se sustentava na cadeirinha – era o quarto dia de vida do Davi e tínhamos levado ele para as primeiras vacinas e para o teste do pezinho). Também teve o dia em que, sem ter dormido praticamente nada durante a noite, tive que dirigir até o cartório para registrar o nenê, sendo bombardeado por uma terrível dor de cabeça... mas que momentos felizes aqueles! Dá até vontade de ser pai mais uma vez (desde que o carro não seja o Passat).
Bom, boa sorte a quem o pegar. Talvez se alguém investir um pouco de grana nele, até seja feliz.